Anteriormente, o quadro profissional era compatível com a cultura de
mercado – faltavam profissionais qualificados que acompanhassem a alta
competitividade. Segundo o gerente de infraestrutura de TI da Fidelity Processadora e Serviços, Eder José Teixeira,
“o fato de não haver ofertas de empresas que investissem nos seus
profissionais, limitava o mercado e, por consequência, as possibilidades
de quem atuava na área. À medida que mais empresas investiram em
formação superior, patrocinando, de forma parcial ou total, a graduação
de seus funcionários, ou mesmo com o patrocínio de um MBA,
abriu-se um leque de opções e isto fez com que o segmento passasse a
ter uma menor rotatividade, até mesmo em novos segmentos do mercado,
haja vista o que ocorreu nos últimos tempos com a inserção destes
profissionais no agronegócio”.
A crescente oferta de propostas de trabalho para estes profissionais
faz com que a rotatividade seja grande mas, a tendência é a mudança
gradativa, uma vez que as organizações já começaram a entender que é
melhor reter a mão de obra e apostar em seus potenciais, mantendo os
talentos, do que ir ao mercado e contratar novas pessoas, perdendo tempo
com adaptação. De acordo com Sônia Nakabara, diretora de Recursos Humanos da Proton Consultoria,
“as empresas estão investindo em treinamento para desenvolver o
profissional de TI, com o objetivo de mostrar a eles que não há
necessidade de ‘leiloarem’ seus empregos, ou seja, do quem paga mais leva”.
Os Recursos Humanos estão trabalhando o reconhecimento do
profissional e os próprios CEOs estão garantindo-os em seus quadros
colaborativos, disponibilizando melhores benefícios e desafios
compatíveis para cada patamar da profissão. Porém, observa-se que ainda
faltam algumas práticas, “os profissionais de TI, via de regra, são
muito sobrecarregados com altas demandas, diariamente. Com isto,
normalmente não sobra tempo para um trabalho motivacional”. Teixeira
explica que este é um ponto a ser trabalhado pela grande maioria dos
RHs. “A simples possibilidade para que o profissional possa ter um dia
fora do ambiente habitual, para trocar experiências com colegas do meio
de segmentos diferentes, seria de extrema importância para um melhor
desenvolvimento”.
Hoje, a oferta do mercado, no que diz respeito a opções de soluções e
tecnologias, exige cada vez mais que o profissional seja atualizado e
antenado, com participação em workshops, eventos, feiras, palestras e
viagens, além da qualificação acadêmica. Isto alerta as empresas na
percepção de que é mais econômico e vantajoso, a médio e longo prazo,
investir na retenção da sua força de trabalho e talentos, preparando-os,
ao invés de perder todo o know-how acumulado. “Principalmente sobre a
cultura e a forma funcional e orgânica da empresa, para o profissional
de TI o cenário, em linhas gerais, é de expectativa positiva”, conclui
Eder Teixeira.



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